O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, solicitou ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, a extensão do sistema de pagamentos instantâneos Pix para o território colombiano. O pedido foi feito em meio à escalada de tensões envolvendo os Estados Unidos e o modelo brasileiro de transferências financeiras.
A declaração foi publicada nas redes sociais no último domingo (5) e surge como reação às críticas e investigações do governo norte-americano, liderado por Donald Trump, contra o Pix.
Na publicação, Petro defendeu que o Brasil compartilhe a tecnologia com países vizinhos e criticou o sistema de sanções dos EUA, especialmente a lista da Office of Foreign Assets Control (OFAC). Segundo ele, o mecanismo “já não serve” e tem sido usado como ferramenta de controle político global.
Peço ao Brasil que estenda o sistema Pix à Colômbia; tomara que deixe de considerar a lista da OFAC, que já não serve. O narcotráfico zomba dela e se hospeda em Dubai; lá compram residência por cerca de 4.000 dólares e vivem no luxo. A OFAC serve apenas para perseguir oposições políticas e domésticas no mundo. É um sistema aberrante de controle político.
Pressão dos EUA e disputa econômica
O movimento ocorre após o governo dos Estados Unidos abrir investigações sobre o Pix, alegando que o sistema brasileiro poderia prejudicar empresas americanas do setor de pagamentos, como operadoras de cartão de crédito.
A crítica reforça um cenário de disputa econômica e tecnológica, já que o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento no Brasil, com alto volume de transações e ampla adesão da população.
Para Petro, a expansão do sistema poderia fortalecer a integração econômica latino-americana e reduzir a dependência de estruturas financeiras internacionais dominadas por países desenvolvidos.
Defesa da soberania digital
Além do pedido, o presidente colombiano também fez críticas mais amplas à política internacional dos Estados Unidos, classificando o sistema de sanções como “aberrante” e defendendo uma governança global mais democrática.
Do lado brasileiro, Lula já reagiu às pressões externas, afirmando que o Pix é uma ferramenta soberana e que não sofrerá mudanças por influência estrangeira.
Possível Pix internacional
A discussão ocorre em um momento em que o Banco Central do Brasil já estuda a ampliação do Pix para operações internacionais, o que poderia facilitar transferências entre países e fortalecer o protagonismo do sistema no cenário global.
Caso avance, a proposta defendida por Petro pode representar um passo importante para a integração financeira na América Latina — mas também tende a intensificar o embate com os Estados Unidos no campo econômico e tecnológico.
Fonte: Metrópoles
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