Economia

PIX BRASILEIRO

Estados Unidos dizem que Pix prejudica cartões norte-americanos e apontam “desvantagem”

Relatório da Casa Branca critica modelo brasileiro e levanta questionamentos sobre regras do Banco Central

Da Redação

Quinta - 02/04/2026 às 08:56



Foto: John Raoux/AP Cartões VISA e Mastercard
Cartões VISA e Mastercard

Um relatório divulgado pela Casa Branca na quarta-feira (1º) colocou o sistema de pagamentos brasileiro, o Pix, no centro de uma nova tensão comercial entre Brasil e Estados Unidos.

No documento, o governo norte-americano afirma que o modelo pode gerar uma “desvantagem” para empresas dos EUA que atuam no setor de pagamentos eletrônicos, como Visa e Mastercard. Segundo o relatório, há preocupação de que o sistema favoreça o próprio modelo brasileiro, operado pelo Banco Central.

O Banco Central do Brasil criou, é proprietário, opera e regula o Pix, uma plataforma de pagamentos instantâneos. Representantes do setor nos Estados Unidos têm manifestado preocupação de que o Banco Central favoreça o Pix, o que colocaria em desvantagem fornecedores norte-americanos de serviços de pagamento eletrônico. Além disso, o Banco Central exige que instituições financeiras com mais de 500 mil contas adotem o uso do Pix.

Pix já estava na mira dos EUA

Essa não é a primeira vez que o sistema brasileiro entra no radar do governo norte-americano. Ainda em 2025, os EUA abriram uma investigação comercial contra o Brasil com base na chamada Seção 301, que apura práticas consideradas desleais. 

Na ocasião, o Pix já havia sido citado como possível exemplo de favorecimento a um sistema doméstico. Segundo o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), o modelo brasileiro “parece se engajar em uma série de práticas desleais”.

Críticas vão além do Pix

O relatório divulgado nesta semana também amplia as críticas para outras políticas econômicas brasileiras. Entre elas, a chamada “taxa das blusinhas”, aplicada sobre compras internacionais, que segundo os EUA pode dificultar a entrada de produtos estrangeiros no país. 

O documento ainda aponta que o Brasil mantém tarifas consideradas altas sobre diversos produtos importados, incluindo tecnologia, automóveis, máquinas e têxteis.

Fonte: Metrópoles

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: