O preço da cesta básica de alimentos caiu nas 27 capitais brasileiras no acumulado do último semestre de 2025. As reduções variaram entre -9,08%, em Boa Vista (RR), e -1,56%, em Belo Horizonte (MG). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Desde julho de 2025, o levantamento passou a contemplar todas as capitais do país. Antes, a pesquisa era realizada em apenas 17 cidades. Boa Vista lidera o ranking nacional de queda no preço da cesta básica. Na capital de Roraima, o valor passou de R$ 712,83, em julho de 2025, para R$ 652,14 em dezembro, uma redução de R$ 60,69, o equivalente a -9,08%.
Em segundo lugar aparece Manaus (AM), onde o custo da cesta caiu -8,12%, saindo de R$ 674,78 para R$ 620,42, o que representa uma economia de R$ 54,36. Já Fortaleza (CE) ocupa a terceira posição, com queda de -7,90%, passando de R$ 738,09 para R$ 677,00, redução de R$ 61,09 no período.
As menores variações negativas foram registradas em Belo Horizonte (MG), com redução de -1,56%, seguida por Macapá (AP), com -2,10%, e Campo Grande (MS), com -2,16%.
Destaques regionais
Além de liderar o ranking nacional, Boa Vista também apresentou a maior queda entre as capitais da Região Norte. No Nordeste, Fortaleza foi a capital com a maior redução no preço da cesta básica.
No Centro-Oeste, Brasília (DF) se destacou com queda de -7,65% nos últimos seis meses de 2025. Já no Sul, Florianópolis (SC) liderou a região, com redução de -7,67%. No Sudeste, a maior queda foi registrada em Vitória (ES), onde o preço da cesta básica diminuiu -7,05% no período analisado.
Avaliação do governo
Segundo o presidente da Conab, Edegar Pretto, o resultado reflete os efeitos positivos da política agrícola adotada pelo governo federal.
“Estamos comemorando porque essa queda generalizada é fruto dos investimentos que o governo federal vem fazendo no setor agropecuário brasileiro, aumentando a produção de alimentos para o consumo interno nacional”, afirmou.
Pretto destacou ainda os Planos Safra dos últimos três anos, voltados tanto para o agronegócio empresarial quanto para a agricultura familiar.
“Já são três anos com valores recordes, garantindo recursos para o financiamento agrícola e com juros subsidiados”, completou.
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Fonte: Agência Brasil