
A cidade de Teresina será palco de grandes nomes da cultura do cordel durante o 50º Festival de Violeiros do Norte e Nordeste, que acontece nos dias 29 e 30 de agosto, a partir das 19h, no Teatro de Arena, localizado na Praça da Bandeira, Centro de Teresina. O evento é promovido pela Associação dos Violeiros e Poetas Populares do Piauí e pela Casa do Cantador, com o apoio do Armazém Paraíba, e integra o calendário oficial cultural da cidade.
Com meio século de trajetória, o festival se consolida como um marco da identidade cultural do Piauí e do Nordeste, celebrando a tradição do repente e da literatura de cordel. Pedro Mendes Ribeiro, um dos maiores entusiastas do festival e da cultura popular, ressalta a importância do evento: "Ao contemplar esta jornada: cinquenta edições de trajetória grandiosa, sabemos que só um povo como o nosso poderia erguê-la com tamanha sabedoria, com o sopro sagrado da criação. E reverenciar o passado é mais que honrá-lo, é lançar raízes no futuro com os olhos voltados para o céu”.
Durante os dois dias de festival, mais de cem repentistas vindos de todo o Norte e Nordeste subirão ao palco, formando duplas versáteis e apresentando performances de improviso que encantam o público. Além das apresentações musicais, o festival promove uma grande feira de produtos culturais, com CDs, DVDs, folhetos de cordel, revistas e livros sobre a literatura de cordel. Barracas de artesanato e culinária típica também estarão à disposição dos visitantes que lotam as arquibancadas do Teatro de Arena, proporcionando uma experiência completa da cultura nordestina.
Reconhecido como o maior espetáculo de repente do Brasil, o Festival de Violeiros atrai não apenas o público, mas também pesquisadores de universidades do Brasil e do mundo, interessados na riqueza poética e na profundidade cultural do repente. Desde suas primeiras edições, o evento tem sido um espaço onde talentos se revelam, mestres se aperfeiçoam e a tradição se renova a cada voz que se levanta diante do público. Teresina confirma, assim, seu papel como um dos berços da celebração da literatura de cordel e do improviso cantado.