Brasil

CULTURA DO ASSÉDIO

Vídeo: Janja, esposa de Lula, diz ter sido assediada duas vezes como primeira-dama

Declaração foi feita durante participação no programa Sem Censura, da TV Brasil, em debate sobre feminicídio no Brasil

Por Redação

Quarta - 04/03/2026 às 10:12



Foto: Reprodução/internet Janja da Silva relata episódios de assédio e defende medidas mais duras no combate à violência contra a mulher durante programa da TV Brasil.
Janja da Silva relata episódios de assédio e defende medidas mais duras no combate à violência contra a mulher durante programa da TV Brasil.

A primeira-dama Janja da Silva afirmou nesta terça-feira (3) que foi vítima de assédio duas vezes desde que passou a ocupar o cargo, durante o atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi feita durante participação no programa Sem Censura, exibido pela TV Brasil, enquanto discutia o aumento dos casos de feminicídio no país e a vulnerabilidade das mulheres.

"Está insuportável para nós mulheres. Eu, como primeira-dama, não tenho segurança em nenhum lugar que eu estou. Eu já fui assediada neste período duas vezes. Eu sendo primeira-dama, estando nos lugares que acho que me são seguros e, mesmo assim, fui assediada", disse Janja.

Se eu, enquanto primeira-dama, que tenho toda uma equipe em torno, um olhar, câmeras, cuidados, sou assediada, imagina uma mulher no ponto de ônibus 10 horas da noite. A gente não tem segurança em nenhum lugar.

Debate sobre violência contra a mulher

Durante o programa, Janja e os convidados também comentaram o caso envolvendo a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que foi vítima de assédio enquanto caminhava e cumprimentava apoiadores no centro da capital mexicana no ano passado.

Na ocasião, Sheinbaum classificou o episódio como "lamentável" e afirmou que buscaria providências judiciais contra o responsável.

Recorde de feminicídios no Brasil

O debate ocorreu em meio a dados alarmantes sobre violência de gênero. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Brasil registrou 1.470 casos de feminicídio entre janeiro e dezembro do ano passado, número recorde e superior aos 1.464 registros contabilizados em 2024, que até então representavam a maior marca.

Os casos revelam um cenário de violência extrema contra mulheres, frequentemente dentro de relações marcadas por ameaças, agressões e histórico de perseguição.

Pacto nacional contra o feminicídio

Desde o fim do ano passado, o presidente Lula tem adotado um discurso mais enfático no enfrentamento ao feminicídio. Ele tem defendido mudanças de comportamento por parte dos homens e anunciou a articulação de um pacto nacional para combater esse tipo de crime.

De acordo com o presidente, partiu da primeira-dama o pedido para que ele assumisse protagonismo na luta contra a violência de gênero.

No mês passado, Executivo, Legislativo e Judiciário formalizaram o "Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio", iniciativa que reúne os Três Poderes em um compromisso institucional de combate à violência letal contra mulheres e meninas.

Apesar do anúncio e das diretrizes iniciais, o governo federal ainda não detalhou como será a implementação prática das ações previstas no pacto.

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