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MAUS-TRATOS A ANIMAIS

Polícia conclui caso do cão Orelha e pede internação de apenas um adolescente

Inquérito ouviu 24 testemunhas, investigou oito adolescentes e apontou um responsável; outros três citados foram descartados pela apuração

Por Redação

Quarta - 04/02/2026 às 17:37



Foto: Polícia Civil Santa Catarina Orelha, cachorro comunitário conhecido pelo seu comportamento dócil e carinhoso
Orelha, cachorro comunitário conhecido pelo seu comportamento dócil e carinhoso

A Polícia Civil de Santa Catarina (PC-SC) informou que concluiu, nesta terça-feira (3), a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a corporação, a autoria foi atribuída a um único adolescente, e a polícia pediu à Justiça a internação delemedida socioeducativa mais grave que, de acordo com a PC-SC, equivale à privação de liberdade aplicada a adultos.

Além disso, a Polícia Civil afirmou que três adultos foram indiciados por coação a testemunha e que a intimidação teria sido praticada por familiares do autor durante a apuração; os investigadores detalharam que os réus são pais e um tio dos adolescentes, dois empresários e um advogado.

Segundo a nota oficial, o animal foi atacado na madrugada de 4 de janeiro, por volta das 5h30, e morreu no dia seguinte, após ser resgatado e encaminhado a uma clínica veterinária. Os laudos da Polícia Científica, ainda conforme a PC-SC, indicaram pancada contundente na cabeça, com possibilidade de ter sido causada por chute ou por objeto rígido — um tipo de lesão que, em geral se associa a agressões diretas e repetidas, concentradas em uma área vital.

Vídeo do adolescente voltando ao condomínio depois das agressões. Reprodução / Domingo Espetacular

A Polícia Civil afirmou que reuniu o conjunto de provas a partir de uma força-tarefa, com mais de mil horas de filmagens analisadas, além de depoimentos e cruzamento de informações. Ao final, segundo a corporação, o responsável foi identificado pela roupa utilizada no crime, elemento que teria permitido vincular o suspeito às imagens e demais evidências reunidas.

Antes de detalhar a conclusão do inquérito, o delegado Renan Balbino afirmou que, ao longo da apuração, o principal acusado apresentou versões diferentes e omitiu informações relevantes.

Em diversos momentos, ele se contradisse e omitiu fatos importantes para a investigação.

Em nota, PC-SC acrescentou que a extração e análise dos dados dos celulares apreendidos deve reforçar as provas já reunidas, além de permitir a identificação de novas informações relevantes para a investigação.

Com o encerramento do inquérito, os procedimentos foram encaminhados ao Ministério Público e ao Judiciário para as providências cabíveis.

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