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OPINIÃO

Maioria dos brasileiros defende neutralidade do Brasil na guerra entre EUA, Israel e Irã

Levantamento Genial/Quaest mostra que 77% da população acreditam que o país não deve apoiar nenhum lado no conflito

Da Redação

Domingo - 15/03/2026 às 17:36



Foto: Reprodução/internet Pesquisa Genial/Quaest aponta que a maioria dos brasileiros defende neutralidade do país na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.
Pesquisa Genial/Quaest aponta que a maioria dos brasileiros defende neutralidade do país na guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A maioria dos brasileiros acredita que o Brasil deve manter posição neutra na guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. É o que aponta pesquisa divulgada neste sábado (14) pelo instituto Genial/Quaest.

Segundo o levantamento, 77% dos entrevistados defendem que o Brasil permaneça neutro no conflito. Outros 14% acreditam que o país deveria apoiar Estados Unidos e Israel, enquanto 2% defendem apoio ao Irã. Já 7% não souberam ou preferiram não responder.

De acordo com a pesquisa, a defesa da neutralidade aparece como posição majoritária em praticamente todos os grupos analisados. Entre homens e mulheres, pessoas de diferentes faixas etárias, religiões, rendas e regiões do país, o índice de apoio à neutralidade varia entre 70% e 80%.

Diferenças por posicionamento político

A única variação mais expressiva aparece quando os entrevistados são analisados de acordo com o posicionamento político.

Entre eleitores identificados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, 36% defendem que o Brasil apoie Estados Unidos e Israel. Já entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esse índice cai para 7%.

Ainda assim, o apoio ao Irã segue baixo entre todos os grupos analisados. Entre eleitores alinhados ao presidente Lula, por exemplo, apenas 4% afirmaram que o Brasil deveria apoiar o país do Oriente Médio.

Diferenças por gênero e religião

A pesquisa também mostra que o apoio à parceria com Estados Unidos e Israel é maior entre homens (18%) do que entre mulheres (10%).

No recorte religioso, evangélicos registraram maior apoio ao alinhamento com os dois países (19%), enquanto 12% dos católicos demonstraram a mesma posição.

Fonte: InfoMoney

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