A Justiça da Paraíba condenou o influenciador digital Hytalo Santos e seu marido, Israel Natan Vicente, conhecido como Euro, por crimes relacionados à exploração sexual de adolescentes em conteúdos digitais. A sentença foi divulgada no último domingo (22), pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.
O juiz Antônio Rudimacy Firmino de Sousa, da Comarca de Bayeux (Grande João Pessoa), sentenciou Hytalo Santos a 11 anos e 4 meses de prisão, e Israel Vicente a 8 anos e 10 meses de prisão. Além das penas privativas de liberdade, a decisão também prevê:
Indenização por danos morais no valor de R$ 500 mil para cada réu;
Pagamento de 360 dias-multa para cada um, calculados com base no salário mínimo vigente.
A sentença mantém a prisão preventiva dos dois e considera o regime fechado como adequado, diante da gravidade dos crimes.
O caso
O processo foi iniciado a partir de investigações do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e do Ministério Público do Trabalho (MPT-PB), que apuraram a produção, reprodução e divulgação de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes em plataformas como Instagram, TikTok e YouTube. Segundo os autos, os vídeos eram usados para gerar engajamento, ampliar audiência e monetizar os perfis dos acusados.
A investigação ganhou grande repercussão após denúncias públicas, principalmente do influenciador digital Felca; o caso tramitou sob segredo de Justiça. A defesa dos condenados informou que pretende recorrer da decisão, contestando pontos da acusação e ressaltando que apresentará os recursos cabíveis nas instâncias superiores.
"Kamylinha" colocou silicone aos 17 anos, com apoio de Hytalo Santos. Reprodução: Redes Sociais
Hytalo Santos, natural de Cajazeiras (PB), tornou-se conhecido como influenciador digital com milhões de seguidores pelas redes sociais e chegou a produzir conteúdos com adolescentes em formatos que, segundo a acusação, extrapolavam a simples participação em vídeos de entretenimento. Durante a investigação, foram mencionados elementos ligados à exposição inadequada de menores e outras práticas que teriam, segundo o Ministério Público, violado normas de proteção à infância e adolescência.
O caso continua sob análise da Justiça, incluindo pedidos de habeas corpus e outros recursos que devem ser julgados nos próximos dias.
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