O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (23) que está preparado para disputar as eleições presidenciais de 2026 e enfrentar o candidato escolhido pela direita, a quem se referiu como fruto de uma “convenção fascista”. Segundo Lula, o PT e seus aliados pretendem buscar o quarto mandato presidencial.
Se preparem, porque nós queremos ser tetra e vamos disputar a eleição. Não sei com quem. Vai ter um tal de março ou abril em que os fascistas vão fazer convenção e escolher o candidato. O que eu posso dizer é: venha quem vier.
A declaração foi feita durante o 14º Encontro Nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), realizado em Salvador. No discurso, Lula também fez críticas à disseminação de notícias falsas nas eleições e sinalizou um discurso mais duro contra o uso de fake news.
“Vamos provar que a mentira não vai vencer. Quem usa o celular para espalhar fake news pode começar a guardar o aparelho”, afirmou.
A presença do presidente no evento ocorre em meio a tensões com o MST neste terceiro mandato. Em julho do ano passado, o movimento intensificou cobranças ao governo federal, lançando uma campanha nacional pela reforma agrária e promovendo mobilizações em unidades do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). A principal reclamação era a lentidão nos assentamentos e o bloqueio de recursos destinados à agricultura familiar.
Durante a fala, Lula também comparou seu governo com gestões anteriores, citando os ex-presidentes Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL).
“Foram oito anos de Temer e Bolsonaro. Vocês sabem como era o país naquele período e conseguem ver a diferença com apenas três anos do nosso governo”, afirmou.
No campo da oposição, o nome mais cotado para a disputa presidencial é o do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se lançou pré-candidato após receber o aval do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A movimentação, no entanto, provocou divergências dentro da direita, especialmente com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), apontado por outros grupos como alternativa eleitoral.
Nesta sexta-feira, Tarcísio declarou que vai “trabalhar muito em prol do Flávio Bolsonaro”. Apesar disso, o governador tem sido alvo de críticas de aliados bolsonaristas após cancelar uma visita a Jair Bolsonaro, atualmente detido na Papuda. Setores do grupo questionam a lealdade de Tarcísio e o acusam de articular uma candidatura própria ao Palácio do Planalto, hipótese negada por ele.
O governador explicou que o cancelamento da visita ocorreu por incompatibilidade de agenda, embora aliados relatem incômodo com a pressão exercida por Flávio Bolsonaro em torno da sucessão presidencial.
Fonte: ICL Notícias
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