Enquanto o grupo do governador Rafael Fonteles (PT) já definiu sua chapa majoritária e praticamente inicia a campanha para as eleições de outubro, a principal oposição no estado, capitaneada pelo senador Ciro Nogueira (PP), patina na definição de seu candidato ao Palácio de Karnak. A indefinição persiste a apenas nove meses do pleito, em um cenário onde as pesquisas apontam a situação como franco favorita.
A chapa governista foi costurada com Rafael Fonteles candidato à reeleição, tendo como vice o ex-secretário de Educação, Washington Bandeira. Para o Senado, os nomes são do atual senador Marcelo Castro (MDB) e do ex-deputado federal Júlio César Lima (PT). O grupo conta com a ampla base de apoio do governador e a herança política do senador Wellington Dias (PT).
Do outro lado, o PP, maior partido de oposição ao governo estadual e também contrário ao governo federal, ainda “bate cabeça” para decidir seu nome. A disputa está entre a ex-deputada federal Margarete Coelho e o ex-prefeito de Floriano, Joel Rodrigues. A única definição da oposição até o momento foi a candidatura do PL, que lançou o radialista Tony Rodrigues.
Em busca de uma solução, o senador Ciro Nogueira disse nesta terça-feira (27) que se reuniu com o prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), para discutir o assunto. No entanto, conforme declarou o próprio senador, a indefinição continua. Ele afirmou que a definição do nome dependerá da “vontade popular”, ou seja, do resultado de pesquisas de opinião que serão realizadas para identificar qual dos pré-candidatos está melhor posicionado junto ao eleitorado.
A estratégia de Nogueira é apostar na chamada “estrutura” – recursos e apoio de prefeitos do interior – para montar uma chapa que possa ser minimamente competitiva e “não fazer feio” em outubro. Até agora, as pesquisas de intenção de voto, conforme citado por ele, mostram que todos os nomes da oposição somados não alcançam 10% das preferências, deixando Rafael Fonteles na condição de favorito à reeleição ainda no primeiro turno.
Esse cenário remete ao domínio petista no estado, que desde 2002, quando Wellington Dias foi eleito no primeiro turno derrotando o então todo poderoso Hugo Napoleão (PFL), vem vencendo todas as eleições para governo em turno único.
A indefinição da oposição contrasta com a movimentação da situação, que já traça sua campanha com nomes definidos. Enquanto o grupo de Fonteles avança, a oposição segue sem norte, dependendo de pesquisas para sua primeira grande decisão.
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