Aproximadamente 50 mil eleitores piauienses ainda não realizaram a coleta biométrica e precisam regularizar a situação junto à Justiça Eleitoral até o dia 6 de maio. A informação é da diretora-geral do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI), Silvani Maia, que detalhou o andamento da campanha de atualização cadastral e os preparativos para as próximas eleições. Apesar do déficit, o Piauí segue entre os estados com maior percentual de eleitores biometrizados do país. “Sempre estivemos à frente, com quase 100% do eleitorado biometrizado. Continuamos em posição favorável”, afirmou.
Segundo ela, o estado chegou a registrar um déficit de aproximadamente 100 mil eleitores sem biometria quando a campanha foi retomada, em maio do ano passado. Durante a pandemia de Covid-19, o alistamento eleitoral pôde ser feito de forma virtual, sem a coleta presencial da biometria, como medida de segurança sanitária. Muitos eleitores, no entanto, não retornaram aos cartórios após a normalização do atendimento para concluir o cadastro com a identificação biométrica e facial.

A biometria integra o sistema de identificação do eleitor na seção de votação e funciona como mecanismo adicional de segurança, evitando que uma pessoa vote no lugar de outra. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que o cadastramento biométrico inclui coleta de digitais, fotografia e assinatura digitalizada.
Logística para eleição
Além da atualização cadastral, o TRE-PI já iniciou o planejamento logístico para o próximo pleito. De acordo com Silvani Maia, o parque de urnas eletrônicas do estado está revisado e apto para uso. “Se tivéssemos que realizar a eleição amanhã, temos urnas suficientes, testadas e em condições de funcionamento”, garantiu.
A distribuição das urnas para os municípios deve começar entre o fim de julho e o início de agosto. “A partir desse período, iniciamos a movimentação para as zonas eleitorais. Os cartórios recebem os equipamentos e continuam os testes até a preparação final, quando é feita a carga com os dados dos eleitores aptos e dos candidatos registrados”, explicou.
Atualmente, todas as urnas do estado ficam armazenadas de forma centralizada em Teresina, o que facilita a manutenção permanente. Segundo a diretora-geral, há uma equipe técnica responsável por testes periódicos, verificação de baterias e simulações de funcionamento.
Alguns modelos mais antigos das urnas eletrônicas vêm sendo substituídos por versões mais novas
Alguns modelos mais antigos, especialmente os fabricados entre 2010 e 2013, vêm sendo substituídos gradualmente por versões mais novas. Mesmo assim, segundo o TRE-PI, os equipamentos ainda em uso passam por manutenção contínua e não apresentam falhas que comprometam o registro dos votos.
No Piauí, a logística de transporte não registra histórico de incidentes. Nos primeiros anos de implantação da urna eletrônica, houve escolta policial em algumas operações, mas, segundo o TRE-PI, nunca houve ocorrência de violência ou extravio de equipamentos. As urnas permanecem armazenadas em locais seguros e sob vigilância até o envio aos locais de votação.
Para a diretora-geral, a preparação antecipada e o monitoramento técnico constante garantem tranquilidade ao processo. “É um trabalho contínuo de manutenção e planejamento. A eleição começa muito antes do dia da votação”, afirmou.
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