Política

MINERAIS ESTRATÉGICOS

Brasil vira peça-chave contra a China, diz Flávio Bolsonaro em discurso nos EUA

Senador declarou que o país será “campo de batalha” na competição internacional por recursos como terras raras.

Da Redação

Domingo - 29/03/2026 às 14:52



Foto: Bloomberglinea Flávio Bolsonaro aponta Brasil como trunfo dos EUA na guerra por minerais críticos
Flávio Bolsonaro aponta Brasil como trunfo dos EUA na guerra por minerais críticos

Durante participação na Conservative Political Action Conference (CPAC), realizada no Texas, o senador Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil terá papel central na disputa global por minerais estratégicos. Em seu discurso, ele declarou que o país será “campo de batalha” na competição internacional por recursos como terras raras.

Ao abordar o cenário geopolítico, o parlamentar destacou que o Brasil pode ser peça-chave para que os Estados Unidos reduzam sua dependência da China na área de minerais críticos. Segundo ele, essa relação é fundamental para o futuro do hemisfério ocidental.

Ainda na fala, o senador ressaltou a atual dependência norte-americana em relação à China, mencionando que grande parte das importações de terras raras e do processamento global desses materiais está concentrada no país asiático.

Flávio Bolsonaro também enfatizou a importância desses minerais para setores estratégicos, como tecnologia e defesa, citando o impacto direto na produção de equipamentos avançados e no desenvolvimento da inteligência artificial.

Discurso destaca impacto tecnológico e militar

Na sequência, o senador reforçou que a escassez desses recursos poderia comprometer a inovação tecnológica e a segurança nacional dos Estados Unidos. Para ele, a ausência desses insumos afetaria diretamente a competitividade global.

Ele argumentou ainda que a vulnerabilidade americana teria efeitos mais amplos, atingindo o chamado “mundo livre”, em referência aos países aliados dos EUA.

As declarações foram interpretadas como uma defesa de maior alinhamento entre Brasil e Estados Unidos, especialmente no contexto da exploração de recursos minerais estratégicos.

O posicionamento também incluiu críticas indiretas ao domínio chinês no setor, apontado como um fator de risco para o equilíbrio geopolítico global.

Reação política e críticas ao discurso

A repercussão no Brasil foi imediata. A ministra Gleisi Hoffmann criticou duramente o senador, utilizando as redes sociais para rebater suas declarações.

Na publicação, Gleisi classificou Flávio Bolsonaro como “vendilhão da pátria” e incluiu nas críticas o deputado Eduardo Bolsonaro, apontando atuação alinhada a interesses estrangeiros.

Segundo a ministra, os dois parlamentares estariam promovendo discursos no exterior que prejudicam a imagem do Brasil e seu sistema democrático.

Ela também afirmou que há uma tentativa de vincular o país a agendas externas, com propostas que poderiam comprometer a soberania nacional.

Debate sobre soberania e interesses estratégicos

A polêmica ganhou força após declarações em defesa de maior aproximação com os Estados Unidos, inclusive na exploração de terras raras no Brasil.

Além disso, Flávio Bolsonaro teria mencionado a necessidade de pressão internacional sobre o processo eleitoral brasileiro, o que ampliou as críticas de setores do governo.

O episódio reacende o debate sobre o papel do Brasil no cenário global, especialmente em áreas estratégicas como mineração e tecnologia.

No centro da discussão está a tensão entre cooperação internacional e preservação da soberania nacional em decisões sobre recursos naturais e política externa.

Fonte: Bloomberglinea

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