A Polícia Civil do Piauí indiciou o funcionário terceirizado pelos crimes de estupro qualificado e stalking contra uma servidora de 64 anos, encontrada com sangramentos e desacordada dentro da Delegacia-Geral da instituição.
O inquérito foi concluído e apresentado pelas delegadas Bruna Verena, da Diretora de Proteção à Mulher e aos Grupos Vulneráveis, Lucivânia Vidal, de Proteção à Mulher, e Nathalia Figueiredo, do Núcleo de Feminicídios.
Ao longo da investigação, foram ouvidas mais de 20 pessoas, entre profissionais de saúde que atenderam a vítima, servidores da corporação e familiares.
De acordo com as delegadas, a hipótese de tentativa de feminicídio foi descartada durante as apurações. O inquérito já foi finalizado e encaminhado ao Poder Judiciário para as medidas cabíveis.
A coletiva ocorreu na sede da Delegacia Geral, localizada na zona Sul da capital.
Delegado Luccy Keiko | Foto: Piauí HojeAs investigações também apontaram que o suspeito, um funcionário terceirizado, já vinha perseguindo a vítima anteriormente, enviando mensagens insistentes e causando constrangimentos.
Ainda conforme a polícia, a servidora chegou a relatar à família que estava sendo constantemente importunada pelo homem antes do crime ocorrer.
O indiciamento foi fundamentado em depoimentos colhidos ao longo da investigação, na análise de dados extraídos do aparelho celular e também nos resultados de exames toxicológicos.
De acordo com o delegado Luccy Keiko, a servidora apresenta dificuldades para se comunicar, conseguindo falar apenas poucas palavras, além de permanecer em estado de sonolência.
Relembre o Caso
O funcionário terceirizado suspeito de estuprar uma servidora comissionada de 64 anos dentro de uma sala da Delegacia Geral da Polícia Civil do Piauí (PC-PI) admitiu ter mantido relação sexual com a vítima e tentou culpá-la. O homem é acusado de homicídio em 2017. Segundo o delegado geral da PC-PI Luccy Keiko , ele teria participado do linchamento de um assaltante.
“É uma pessoa fria e que mentiu no depoimento”, afirmou o delegado-geral da PC-PI. A polícia investiga o caso como estupro e possível tentativa de feminicídio. O suspeito está preso preventivamente.
O caso foi detalhado pelo delegado-geral da PC-PI Luccy Keiko durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (23).
O crime ocorreu às 13h40 da quinta-feira (19) durante o horário de almoço dos servidores. Uma funcionária que retornava do almoço, viu o homem saindo de uma das salas. Ao entrar, encontrou a vítima desacordada e com sangramentos.
O delegado destacou que ouviu o terceirizado pessoalmente e que ele apresentou duas versões diferentes. No segundo depoimento, afirmou que a relação teria sido consensual, a polícia contesta a versão apresentada por ele.
Ainda segundo o delegado, foram solicitados exames toxicológicos para averiguar a possibilidade de a vítima ter sido dopada.
Os celulares da vítima e do suspeito foram apreendidos pela Polícia Civil, que irá investigar possíveis conversas entre ambos.
O funcionário foi contratado por uma empresa terceirizada em 2018 para atuar no Instituto Médico Legal (IML). Posteriormente, foi remanejado para um setor da Polícia Civil na zona Norte e estava, desde dezembro, há cerca de três meses no novo prédio localizado no bairro Ilhotas, Centro-Sul de Teresina, onde ocorreu o crime.
Fonte: Delegacia Geral
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