A Polícia Civil do Piauí concluiu o inquérito que investigava a agressão contra uma garçonete em um bar localizado no Conjunto Residencial Esplanada, na zona sul de Teresina. O caso ocorreu no dia 6 de janeiro deste ano e ganhou repercussão após a vítima sofrer uma lesão grave na mão. O principal suspeito, Paulo Henrique Pereira, foi indiciado por lesão corporal grave, difamação, injúria e ameaça, mas continua foragido.
De acordo com as investigações do 23º Distrito Policial, a confusão começou por volta das 17h no estabelecimento Silvana Drinks Boate, que também funciona como prostíbulo. A vítima, Helena Maria dos Santos Oliveira Neta, trabalhava como garçonete no local e se envolveu em uma discussão com Paulo Henrique por causa do pagamento de uma conta de bebidas alcoólicas.
Raio-X mostra a fratura em um dos dedos da vítima
Durante o desentendimento, o suspeito utilizou um copo térmico de metal, do tipo Stainless, para agredir a garçonete. O golpe atingiu a mão da vítima e provocou a fratura de um dos dedos. De acordo com o laudo pericial anexado ao inquérito, a lesão afastou Helena do trabalho por mais de 30 dias, o que caracteriza lesão corporal de natureza grave, conforme previsto no artigo 129 do Código Penal.
Além de Paulo Henrique, a polícia também indiciou Maria do Socorro Ramos do Nascimento. Ela era companheira do agressor e prestou depoimento à polícia, mas as investigações apontaram que ela mentiu. Segundo a autoridade policial, Maria do Socorro afirmou não ter visto a agressão e nem o copo utilizado no ataque, mas as imagens das câmeras de segurança do bar e os depoimentos de outras testemunhas contradizem a versão apresentada por ela. A polícia também apurou que Maria do Socorro ajudou Paulo Henrique a fugir do local antes da chegada da Polícia Militar. Por isso, ela foi indiciada por falso testemunho e favorecimento pessoal.
Imagens das câmeras mostram a garçonete fugindo do agressor
Outras testemunhas ouvidas no inquérito ajudaram a esclarecer a dinâmica da agressão. Iarla Bruna Silva confirmou a versão da vítima e atribuiu a autoria das agressões a Paulo Henrique. Já Silvana Henrique da Silva, dona do bar, afirmou que chegou ao estabelecimento momentos depois da confusão e encontrou o suspeito bastante alterado, possivelmente sob efeito de álcool ou drogas. Ela disse ainda que foi informada sobre a agressão e que o homem já havia deixado o local quando a polícia chegou.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram contato telefônico com Paulo Henrique. Informações obtidas pela polícia indicam que ele teria um comércio de vidraçaria na cidade de Açailândia, no Maranhão. No entanto, quando intimado por telefone a comparecer na delegacia, o suspeito não apareceu e se recusou a informar onde está. Desde então, é considerado foragido.

O inquérito foi conduzido pelo delegado Jarbas Lima, titular do 23º Distrito Policial, com apoio dos oficiais investigadores da unidade. Durante as investigações, a autoridade policial representou pela prisão do suspeito, que segue foragido.
Com a conclusão do inquérito, o material foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público. Caberá agora à Justiça analisar as provas colhidas pela polícia e decidir sobre as próximas etapas do processo, incluindo a eventual denúncia contra os indiciados e a manutenção do pedido de prisão do autor das agressões.
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