Polícia

SEGURANÇA PÚBLICA

Câmeras inteligentes identificaram rota de fuga dos suspeitos de latrocínio em Teresina

Seis suspeitos foram presos pelo roubo seguido de morte de Edivan Francisco Moraes, no dia 03 de janeiro deste ano

Por Natalia Costa

Sexta - 23/01/2026 às 09:27



Foto: Reprodução/internet Comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes
Comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes

Câmeras de monitoramento com tecnologia de inteligência artificial foram fundamentais para a identificação da rota de fuga dos suspeitos envolvidos no latrocínio que vitimou o comerciante de ouro Edivan Francisco de Moraes, em Teresina. Seis pessoas foram presas durante a Operação Caronte deflagrada na manhã desta sexta-feira (23), após investigações conduzidas pela Polícia Civil do Piauí.

A ação resultou no cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão nos municípios de Teresina, Altos e Timon. O crime ocorreu no dia 3 de janeiro deste ano e teve como motivação principal o roubo de ouro e outros bens de valor.

De acordo com as investigações, após o crime, os suspeitos fugiram utilizando o veículo da própria vítima. Esse detalhe foi determinante para o avanço do inquérito, permitindo que o Sistema de Videomonitoramento por Inteligência Artificial rastreasse o trajeto do automóvel e ajudasse a reconstituir todo o percurso feito pelos criminosos.

Segundo o superintendente de Operações Integradas da Secretaria de Segurança Pública do Piauí, delegado Matheus Zanatta, a tecnologia teve papel decisivo na elucidação do caso. “A análise das imagens permitiu identificar o deslocamento do veículo, mapear as rotas utilizadas na fuga e relacionar os investigados à dinâmica do crime. Esse trabalho integrado foi essencial para chegar ao grupo criminoso”, afirmou.

O coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa, delegado Francisco Costa, destacou que o caso foi tratado como prioridade desde o início. “Trata-se de um crime grave, com indícios claros de planejamento e interesse patrimonial. O DHPP atua de forma firme para garantir que todos os envolvidos sejam identificados e responsabilizados”, ressaltou.

Investigação detalhou crime planejado

As apurações apontam que o latrocínio foi cuidadosamente planejado, com divisão de funções entre os envolvidos, desde o contato inicial com a vítima até a fuga. Edivan Francisco atuava na compra e venda de ouro e mantinha negociações presenciais frequentes, prática comum nesse tipo de comércio.

No início de janeiro de 2026, o comerciante passou a receber contatos insistentes sobre uma suposta negociação de cerca de 98 gramas de ouro, avaliadas em aproximadamente R$ 40 mil. Segundo o delegado Natan Cardoso, responsável pelo inquérito, as mensagens e ligações indicam que a negociação foi usada como estratégia para atrair a vítima até o local do crime.

No dia do ocorrido, os suspeitos mantiveram contato constante, acompanhando o deslocamento do comerciante em tempo real. Após o crime, além do ouro e de outros objetos de valor, os investigados também levaram um equipamento de armazenamento de imagens, numa tentativa de dificultar a identificação dos autores.

Com o avanço das diligências, a Polícia Civil identificou ainda indícios de que o mesmo grupo criminoso estaria envolvido em uma série de roubos a residências no município de Altos, além de possível ligação com outros crimes patrimoniais de maior gravidade.

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