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PRONUNCIAMENTO

Trump ameaça intensificar guerra contra o Irã e descarta impacto da alta do petróleo

Presidente destacou avanços no campo de batalha e indicou que novas ações militares devem ocorrer nas próximas semanas

Da Redação

Quinta - 02/04/2026 às 08:40



Foto: Ansa Trump eleva tensão com o Irã, anuncia ofensiva e reduz preocupação com petróleo
Trump eleva tensão com o Irã, anuncia ofensiva e reduz preocupação com petróleo

Em seu primeiro pronunciamento em rede nacional desde o início da guerra, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na noite desta quarta-feira (1º) que as forças norte-americanas vêm enfraquecendo de forma contínua a estrutura militar do Irã. Segundo ele, após 32 dias de confronto, os principais objetivos estratégicos da ofensiva estariam próximos de serem alcançados.

Durante a fala, que durou cerca de 20 minutos, o presidente destacou avanços no campo de batalha e indicou que novas ações militares devem ocorrer nas próximas semanas, embora tenha mantido aberta a possibilidade de diálogo diplomático.

Vamos atacar com extrema força nas próximas duas a três semanas. Vamos levá-los de volta à idade da pedra, onde pertencem. Enquanto isso, as negociações continuam. Mudança de regime não era nosso objetivo — nunca dissemos isso —, mas ela ocorreu em função da morte de praticamente todos os líderes originais. Todos morreram", disse o norte-americano.

"O novo grupo é menos radical e mais razoável. Ainda assim, se nesse período não houver acordo, temos alvos estratégicos definidos."

Trump indicou que esses possíveis alvos seriam instalações de geração de energia. Ao mesmo tempo, afirmou que os Estados Unidos evitaram atingir estruturas ligadas ao petróleo, apesar de reconhecer que seriam alvos mais fáceis.

Não atacamos o petróleo, embora seja o alvo mais fácil, porque isso eliminaria qualquer chance de sobrevivência ou reconstrução", pontuou.

Ao longo do pronunciamento, o presidente adotou um tom enfático e, sem apresentar provas concretas, afirmou ter neutralizado forças importantes do Irã, como a Marinha e a Força Aérea. Ainda assim, não esclareceu por que o Estreito de Ormuz continua com acesso limitado, mesmo sendo uma das principais rotas de escoamento de petróleo no mundo, responsável por cerca de 20% das exportações globais.

Sobre o tema, Trump afirmou que os Estados Unidos não dependem do petróleo transportado pela região e defendeu que outros países assumam a responsabilidade pela segurança da rota marítima.

Os Estados Unidos importam quase nenhum petróleo pelo Estreito de Ormuz — e não importarão no futuro. Não precisamos disso. Derrotamos e praticamente dizimamos o Irã. Eles estão devastados e os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz precisam cuidar dessa passagem.Nós ajudaremos, mas devem liderar a proteção do petróleo do qual dependem tanto", afirmou.

O presidente também citou aliados no Oriente Médio, como Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrein, destacando o apoio estratégico desses países, que também têm sido alvos de retaliações iranianas por abrigarem bases militares norte-americanas.

Ao comentar o impacto da guerra no preço dos combustíveis, Trump minimizou a alta recente e atribuiu o aumento a ações do Irã contra embarcações comerciais na região.

Muitos americanos têm se preocupado com o recente aumento no preço da gasolina aqui no país. Esse aumento de curto prazo é resultado direto de ataques terroristas insanos do regime iraniano contra petroleiros comerciais em países vizinhos que nada têm a ver com o conflito. Isso é mais uma prova de que o Irã jamais pode ser confiável com armas nucleares", afirmou.

Por fim, ao justificar a continuidade da ofensiva, o presidente comparou o atual conflito com outras guerras envolvendo os Estados Unidos ao longo do último século, argumentando que a duração do confronto ainda estaria dentro de um padrão histórico.

Fonte: Agência Brasil

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