Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha divulgaram neste domingo (4) uma nota conjunta em que manifestam “profunda preocupação e rechaço” ao ataque militar realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Os países defendem que a crise no país vizinho seja resolvida exclusivamente por meios pacíficos e sem interferência externa.
No comunicado, os governos afirmam que as ações militares foram executadas de forma unilateral em território venezuelano, o que, segundo eles, viola princípios fundamentais do direito internacional, como o respeito à soberania, à integridade territorial dos Estados e a proibição do uso da força, previstos na Carta das Nações Unidas.
A nota alerta ainda que os ataques representam “um precedente extremamente perigoso” para a paz e a segurança regional, além de colocar em risco a população civil e a ordem internacional baseada em normas.
“Expressamos nossa profunda preocupação e rechaço diante das ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela, as quais contrariam princípios fundamentais do direito internacional, em particular a proibição do uso e da ameaça do uso da força, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados, consagrados na Carta das Nações Unidas”, diz o texto.
Os seis países reforçam que a solução para a situação na Venezuela deve ocorrer por meio do diálogo político, da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano, sem ingerências externas. O texto destaca que apenas um processo político inclusivo, conduzido pelos próprios venezuelanos, pode levar a uma solução democrática e sustentável.
O comunicado também reafirma o compromisso da América Latina e do Caribe como zona de paz e defende a união dos países da região diante de ações que ameacem a estabilidade regional.
Por fim, os governos pedem a atuação da Organização das Nações Unidas e de outros organismos multilaterais para a redução das tensões e manifestam preocupação com qualquer tentativa de controle ou apropriação externa de recursos naturais ou estratégicos da Venezuela.
Veja nota:

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