A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (24) um projeto de lei que cria a Lista Suja do racismo no esporte, um cadastro nacional de clubes e entidades condenadas por racismo. As entidades ficarão impedidas de receber patrocínio público por, ao menos, dois anos. O projeto segue agora para análise do Senado.
Serão inscritas no cadastro entidades de prática esportiva que tenham sido condenadas por atos racistas praticados por seus dirigentes, membros da comissão técnica e atletas, mas também por seus torcedores durante eventos esportivos. A inclusão das organizações na lista só ocorrerá após decisão condenatória transitada em julgado em esfera judicial ou desportiva.
Jogador Luighi, do Palmeiras, foi um dos alvos de racismo (Conmebol/Reprodução)
Depois da inserção na lista, a entidade permanecerá no cadastro por dois anos, depois disso poderá ser excluída do grupo. Enquanto a entidade estiver inscrita na Lista Suja ficará impedida de firmar contrato com o poder público, bem como de receber patrocínios públicos ou benefícios fiscais.
Especialistas destacam que os atos de racismo durante os jogos têm impacto psicológico e na performance do jogador. O professor e doutor em Educação Física Jurac Guimarães destaca que o racismo afeta diretamente o rendimento e o controle emocional dos atletas, somando-se à pressão natural do esporte de alto rendimento.
O caso de Vinícius Júnior é frequentemente citado por especialistas como um divisor de águas que expôs a má gestão de crises de ligas europeias, como a La Liga, e forçou entidades como a FIFA a adotarem protocolos mais rígidos de interrupção de partidas.
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