Os refrigeradores vendidos no Brasil passam a seguir novos critérios de eficiência energética definidos pelo Inmetro. A mudança, já está em vigor e atualiza a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE) e torna a classificação mais rigorosa, com o objetivo de facilitar a comparação entre modelos e ajudar o consumidor a reduzir o consumo de energia no dia a dia.
A principal alteração é o fim das subclasses A+, A++ e A+++. A partir de 2026, os refrigeradores passam a ser classificados apenas nas categorias A, B ou C. A mudança reflete o aumento do nível de exigência: equipamentos que antes figuravam entre os mais eficientes agora precisam atender a critérios mais rígidos para alcançar a classe A.
O novo modelo de etiqueta segue os índices mínimos de eficiência definidos pelo Comitê Gestor de Indicadores e Níveis de Eficiência Energética (CGIEE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia. Por resolução do comitê, refrigeradores que se enquadrariam nas antigas classes D, E e F já estão proibidos de serem comercializados no país.
Segundo o diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro, João Nery, a atualização não se restringe à mudança visual da etiqueta. “Com a publicação, ficam mais rigorosos os índices para a classificação da eficiência energética dos refrigeradores. Além disso, será adotada a versão mais recente da norma técnica internacional IEC 62552, utilizada tanto para os ensaios de classificação quanto para a medição do consumo de energia, o que reforça o alinhamento da regulamentação brasileira aos padrões internacionais”, afirmou.
Para o consumidor, a orientação é observar não apenas a classe de eficiência, mas também o consumo mensal de energia informado na etiqueta, medido em quilowatt-hora (kWh). Esse dado permite estimar o impacto do eletrodoméstico na conta de luz e comparar modelos de tamanhos semelhantes de forma mais precisa.
A etiqueta também traz informações adicionais que ajudam na escolha do produto, como o volume do compartimento de alimentos frescos e do congelador, no caso de geladeiras duplex, além da temperatura mínima alcançada pelo equipamento, que pode ser de até -18 ºC em modelos com congelador.
O Inmetro informa que, ao longo de 2026, ainda será possível encontrar no comércio refrigeradores com a etiqueta antiga, desde que tenham sido fabricados até 31 de dezembro de 2025. O varejo terá prazo até o fim de 2026 para vender esses produtos, embora a expectativa seja de que a maior parte do mercado adote o novo padrão antes desse limite.
As novas regras estão previstas nas Portarias nº 332/2021 e nº 736/2024 e fazem parte do processo de aperfeiçoamento do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), coordenado pelo Inmetro. A proposta é alinhar o Brasil a padrões internacionais, estimular a inovação tecnológica e reforçar o uso racional de energia.
Fonte: Canal Gov