Economia

REAJUSTES

Governo propõe salário mínimo de R$ 1.631 para 2026, mas Bolsa Família segue sem reajuste

Orçamento de 2026 prevê superávit fiscal, mas enfrenta desafios com precatórios e resistência a novos impostos

Da Redação

Sábado - 30/08/2025 às 08:50



Foto: Reprodução/Agência Senado Proposta prevê novo salário mínimo de R\$ 1.630 a partir de janeiro de 2026, com ganho real limitado.
Proposta prevê novo salário mínimo de R\$ 1.630 a partir de janeiro de 2026, com ganho real limitado.

O governo federal apresentou nesta sexta-feira (29) ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento da União para 2026, destacando o reajuste do salário mínimo, a meta fiscal, os investimentos planejados e a situação do programa Bolsa Família.

Entenda os reajustes

A proposta prevê que o salário mínimo seja elevado de R$ 1.518 para R$ 1.631, representando um aumento de 7,44%. Esse valor é calculado com base na política de valorização do salário mínimo, que combina o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com um ganho real de até 2,5% ao ano, conforme estabelecido por lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O valor final será definido em dezembro, após a divulgação do INPC de novembro, que servirá de base para o cálculo.

Bolsa Família

O programa Bolsa Família, que atende cerca de 60 milhões de brasileiros, não terá reajuste no próximo ano. O valor do benefício permanecerá em R$ 600, sem correção pela inflação, em razão da crise fiscal enfrentada pelo país

Meta Fiscal

A proposta orçamentária estabelece uma meta de superávit primário de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026. No entanto, o texto permite a exclusão de R$ 57,8 bilhões desse cálculo para o pagamento de precatórios e outras despesas, o que pode resultar em um déficit fiscal real de R$ 23,3 bilhões.

O governo planeja aumentar a arrecadação por meio de diversas medidas, incluindo:

  • Retomada da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF);
  • Ampliação da tributação sobre setores como fintechs, apostas online, criptoativos e cooperativas;
  • Criação do Programa de Transação Integral (PTI) para renegociação de dívidas tributárias acima de R$ 50 milhões, com expectativa de arrecadação de R$ 20 bilhões;
  • Leilões de petróleo, com previsão de entrada de R$ 31 bilhões com a venda da participação da União em novas áreas exploratórias. 

No entanto, essas propostas enfrentam resistência do setor produtivo e podem ser revistas pelo Congresso Nacional.

Trâmite no Congresso

A proposta de Orçamento de 2026 será analisada pelo Congresso Nacional e precisa ser aprovada até 17 de julho de 2025, data de início do recesso parlamentar. Caso não seja votada dentro do prazo, o governo poderá iniciar o exercício seguinte com restrições orçamentárias, como ocorreu neste ano.

O governo também conta com a aprovação de medidas de aumento de arrecadação, algumas delas ainda em disputa no Congresso e no Judiciário. 

Fonte: InforMoney e G1

Siga nas redes sociais

Compartilhe essa notícia: