De acordo com a Agência Brasil, o dólar atingiu o menor patamar em 21 meses e encerrou o dia cotado abaixo de R$ 5,20. No mesmo movimento, a bolsa de valores brasileira registrou forte valorização e renovou seu recorde histórico, ultrapassando os 186 mil pontos.
A publicação informa que a desvalorização da moeda norte-americana ocorre em meio à divulgação de dados econômicos mais fracos nos Estados Unidos. O estrategista-chefe de câmbio do Scotiabank, Shaun Osborne, observa que o atual movimento reflete dados econômicos menos vigorosos nos EUA. Caso esse cenário persista, a tendência é de continuidade da desvalorização do dólar frente a outras divisas.
No Brasil, especialistas avaliam que a queda da moeda americana pode contribuir para a desaceleração da inflação e favorecer o consumo interno. Segundo análise da Rico Investimentos (Rico Connect), o comportamento mais moderado dos bens industriais teve influência direta na recente desaceleração do Índice de Preços no Consumidor (IPCA). Produtos duráveis, como eletrodomésticos, registraram redução de preços em um contexto de câmbio mais favorável. Como muitos desses itens dependem de insumos importados, o dólar mais fraco reduz custos de produção e amplia o poder de compra das famílias.
O economista e investidor André Perfeito também avalia que o movimento pode ter continuidade. Em entrevista à TV 247, ele afirmou que “não é o real que está forte, é o dólar que está fraco”, indicando que a moeda norte-americana pode recuar ainda mais diante do cenário internacional e do fluxo direcionado a mercados emergentes. Na mesma ocasião, Perfeito afirmou que um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia apresentar desempenho econômico superior ao terceiro, considerando a maturação de investimentos em curso e um ambiente de juros mais baixos.
Além dos fatores internos dos Estados Unidos, analistas também destacam o papel de outras economias relevantes no movimento recente do câmbio. A retomada de estímulos na China e sinais de estabilização econômica na Europa têm contribuído para a redistribuição de fluxos internacionais de capital. Com expectativas de crescimento mais consistentes nessas regiões, investidores tendem a diversificar posições, reduzindo a exposição ao dólar e buscando oportunidades em outros mercados. Na China, medidas voltadas ao setor imobiliário e ao crédito vêm sendo interpretadas como tentativas de sustentar a atividade econômica. Já na Europa, a perspectiva de ajustes graduais na política monetária, diante da desaceleração da inflação em alguns países do bloco, reforça a percepção de um ambiente externo menos concentrado na força da economia americana.
Esse cenário global mais equilibrado reduz a demanda defensiva pelo dólar e ajuda a explicar o movimento recente de desvalorização da moeda dos Estados Unidos frente a outras divisas.
Mais conteúdo sobre:
#queda do dólar #dólar em baixa 2026 #real valorizado #André Perfeito #Lula economia #Ibovespa recorde #mercado financeiro brasileiro #câmbio Brasil #dólar hoje #cenário econômico 2026 #Estados Unidos #Brasil #real #Economia