O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, que aguarda a etapa final de aprovação, pode trazer mudanças concretas para o dia a dia do consumidor brasileiro. Um dos principais efeitos esperados é a redução de preços de produtos importados da Europa, especialmente alimentos, bebidas e itens de uso cotidiano, resultado da diminuição gradual das tarifas de importação.
Entre os produtos mais citados por especialistas estão os vinhos europeus. Hoje, essas bebidas chegam ao Brasil com impostos elevados, o que encarece o preço final. Com o acordo, a tarifa de importação para vinhos tende a ser reduzida ou eliminada ao longo do tempo, o que pode tornar rótulos portugueses, franceses, italianos e espanhóis mais acessíveis ao consumidor brasileiro.

Outro item frequentemente mencionado é o chocolate. A União Europeia concentra alguns dos maiores produtores de chocolate do mundo, e a redução das tarifas pode baratear tanto chocolates importados quanto produtos que usam ingredientes europeus, como manteiga de cacau e insumos industriais. Isso pode refletir nos preços ao consumidor e ampliar a variedade disponível nas prateleiras.
Queijos e laticínios também estão entre os produtos que podem sentir impacto. Queijos europeus, hoje considerados itens de alto valor no Brasil, podem se tornar mais competitivos com a redução de impostos, ampliando o acesso a produtos antes restritos a nichos de renda mais alta. Especialistas avaliam que a maior concorrência pode, inclusive, pressionar preços de produtos nacionais.
Além dos alimentos, o acordo pode influenciar o preço de azeites, massas, biscoitos, conservas e bebidas em geral. Em muitos casos, a queda de tarifas facilita a entrada de novas marcas no mercado brasileiro, o que aumenta a competição e tende a conter reajustes de preços.
Outros setores
O consumidor também pode sentir efeitos indiretos em outros setores. A redução de impostos sobre máquinas, equipamentos e insumos industriais europeus pode diminuir custos de produção no Brasil. Com isso, empresas nacionais podem repassar parte dessa economia ao preço final de produtos vendidos no mercado interno, inclusive alimentos e bens de consumo.
Especialistas ouvidos por veículos nacionais destacam que os efeitos não serão imediatos. A maior parte das reduções tarifárias será feita de forma gradual, ao longo de anos, para permitir adaptação da indústria nacional. Ainda assim, a expectativa é de que, com o avanço do acordo, o consumidor brasileiro tenha mais opções de compra, maior variedade de marcas e preços mais competitivos.
O governo federal ressaltou que acordo entre Mercosul e União Europeia cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo e reforça a relação com um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Para o consumidor, o principal ganho está na ampliação da oferta e no estímulo à concorrência, fatores que historicamente contribuem para preços mais baixos e mais escolhas no mercado.
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