Cidade

RISCO DE ROMPIMENTO

Famílias são retiradas de área próxima à barragem de Coronel José Dias por risco de romper

Ao todo, 12 famílias deixaram suas casas em Coronel José Dias após alerta de infiltrações na estrutura da barragem

Por Redação

Quinta - 12/03/2026 às 09:53



Foto: Reprodução Famílias são retiradas preventivamente de área próxima à Barragem Barra do Campestre após alerta de infiltrações na estrutura.
Famílias são retiradas preventivamente de área próxima à Barragem Barra do Campestre após alerta de infiltrações na estrutura.

O Instituto de Desenvolvimento do Piauí (IDEPI) determinou a retirada preventiva de 12 famílias que vivem nas proximidades da Barragem Barra do Campestre, no município de Coronel José Dias. A ação foi conduzida de forma pelas equipe técnica do IDEPI, Defesa Civil, Secretaria de Meio Ambiente e a Prefeitura de Coronel José Dias.

O prefeito do município, Dr. Victor Carvalho, afirmou que conseguiu retirar as duas últimas famílias que ainda permaneciam na área considerada de maior risco, caso a barragem venha a se romper e atingir as residências. “Duas famílias que estavam resistindo, mas a gente conseguiu convencê-los a sair. A gente disponibilizou casas alugadas, também hotéis e pousadas em Coronel José Dias”, disse.

O prefeito acrescentou que o relatório mais recente da Defesa Civil do Estado, divulgado às 18h, ainda apontava alto risco de rompimento por causa de infiltrações na estrutura da barragem. “O último relatório que saiu, às 18h, da Defesa Civil do Estado é que ainda apresentava um risco muito grande de rompimento, devido às infiltrações que constam na parede da barragem. Mas, até agora, até esse momento, está estabilizado”, afirmou.

O diretor de Prevenção e Mitigação da Defesa Civil do Estado, Werton Costa, afirmou que a estrutura da barragem está comprometimenta. No entanto, não há risco direto para a população, já que as famílias que viviam na área foram retiradas preventivamente.

“A estrutura está comprometida. O que está sendo feito hoje é no sentido de preservar o patrimônio. Existem casas, existem sítios. Então, na verdade, nós estamos alterando o fluxo d’água no vertedouro, no sangradouro, que é uma área mais segura, controlando a saída da água para que a barragem deixe de ser uma ameaça ao patrimônio e as pessoas possam retornar”, disse.

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